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PSB aparelha Estado para salvar Deputado do Castelo, que não se elegeu

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Aparelhamento tucano pesado!
Publicado em 13-Abr-2011

Aliado político do governador tucano Antônio Anastasia e do novo líder da oposição nacional, senador Aécio Neves (PSDB-MG), o ex-deputado Edmar (do castelo) Moreira (ex-DEM, agora PR/MG), foi nomeado vice-presidente da Minas Gerais Participações S.A. (MGI), empresa de economia mista do governo mineiro.

Conhecido como o deputado do castelo - mansão que construiu em Minas - Edmar é o pivô do escândalo que levou à reformulação das regras de uso da verba indenizatória da Câmara dos Deputados. Quando integrava o DEM, o parlamentar rebelou-se contra o partido, lançou-se candidato avulso, derrotou um colega demo e se elegeu 1º vice-presidente da Câmara, tornando-se assim, também, Corregedor-Geral da Casa.

No posto, um de seus primeiros atos foi defender a extinção do Conselho de Ética. Pouco depois, descobriram que ele usava notas fiscais de suas próprias empresas para justificar os gastos com a verba indenizatória concedida pela Câmara. O escândalo levou a uma mudança na sistemática de concessão da remuneração.

No ano passado, Edmar obteve 45,5 mil votos, não se elegeu e ficou como 8º suplente de sua coligação. Como, segundo o ditado, quem tem padrinho não morre pagão, apadrinhado por Aécio e Anastasia, Edmar agora é contemplado com um cargo do alto escalão do governo mineiro. Exatamente por uma administração do PSDB, partido que mais acusa o PT de aparelhamento da máquina pública.

O senador Aécio Neves (PSDB/MG) é senador de Minas ou da mineradora Vale S.A.?

quinta-feira, 14 de abril de 2011

A pergunta se apresenta porque o demo-tucano andou defendendo os interesses de acionistas privados (grupo Bradesco) na mineradora Vale, ao tomar as dores de Roger Agnelli e acusar o governo federal (legítimo grande acionista) de interferir na empresa.
Ao mesmo tempo, soa como traição ao povo mineiro, o silêncio do senador quanto aos R$ 4 BILHÕES em royalties de mineração cobrados da empresa pelo DNPM (Departamento Nacional da Produção Mineral) e contestado na justiça pela empresa.
A maior parte destes R$ 4 bilhões são para os cofres públicos do estado de Minas Gerais, que o senador demo-tucano deveria representar e estar brigando por eles.
Pelo menos R$ 7,25 milhões em financiamento de campanha
A sensação de traição ao povo mineiro aumenta, quando se fica sabendo que o maior financiador oficial de campanha de Aécio e seus companheiros foram empresas coligadas da Vale e do Bradesco (o maior sócio privado da mineradora).
Em 2010 as maiores doações para a campanha ao senado de Aécio são ocultas através do diretório estadual do PSDB, mas o diretório tucano de Minas recebeu das seguintes empresas subsidiárias ou ligadas à Vale:
Vale Fertilizantes S.A.: R$ 2,05 milhões.
Vale Manganês S.A.: R$ R$ 2 milhões.
Bradesco (patrão de Roger Agnelli): R$ 2,2 milhões
Banco Alvorada (pertencente ao Bradesco): R$ 1 milhão
Só aí chega-se a R$ 7,25 milhões para financiar o tucanato mineiro comandado por Aécio.
Em 2006 foi a Vale, através da subsidiária Urucum Mineração S/A, a maior doadora oficial da campanha dele à reeleição de governador, com R$ 1 milhão.
Em 2002 a subsidiária Navegação Vale do Rio Doce S.A. doou R$ 600 mil, ficando entre os maiores doadores. Coincidentemente nunca se ouviu uma palavra do demo-tucano contra a compra bilionária de navios pela empresa na China, prejudicando empregos na indústria naval e do aço nacional.
Esses valores foram encontrados em uma pesquisa superficial, apenas de bater os olhos na prestação de contas ao TSE. Uma pesquisa detalhada, cruzando e somando os dados, pode chegar a números bem maiores ligados à mineradora e ao Bradesco.
Nenhum político recusa financiamento privado para conseguir se eleger nesse sistema que está aí (por isso o financiamento privado tem que acabar). Mas os bons homens públicos aceitam dentro do conceito de financiar a democracia, e não como integrantes da bancada de uma empresa.
O senador deveria defender os R$ 4 bilhões do povo mineiro, que o elegeu para representar o estado de Minas, e não a empresa privada, como se estivesse pagando favores da conta eleitoral.
Pela atuação do senador demo-tucano, até agora, os interesses privados da Vale estão mandando mais em seu mandato, do que os interesses do eleitor mineiro que depositou seu voto nele.
By: Os Amigos do Presidente Lula

Venda do Colégio Dom Bosco em Cachoeira do Campo é ilegal

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Também fui salesiano e concordo com o prof. Délcio, texto abaixo. O Colégio em Cachoeira do campo foi doado pelo governo aos Salesianos. Além disso constitui patrimônio da nossa história. Os Salesianos não têm o direito de re4solver seus problemas financeiros com a sua venda. Leiam o texto, elucidativo:Venda do Colégio Dom Bosco
Délcio Vieira Salomon, Professor livre docente da UFMG, aposentado

Acaba de ser cometido um dos maiores atentados ao patrimônio histórico e cultural de Minas Gerais: a venda do Colégio Dom Bosco e toda a sua área em volta, em Cachoeira do Campo, distrito de Ouro Preto, Região Central do estado. Seja qual for a justificativa da Congregação Salesiana, este ato comercial precisa ser urgentemente anulado. Há pouco lancei o meu Quase memória de uma rua sem memória. Há um momento que falo do Colégio Dom Bosco, com saudade, porque fui salesiano, e lá passei algum tempo de minha vida. Importa reproduzir o texto: “Mais do que qualquer outro educandário dos salesianos no Brasil, o Dom Bosco é o mais emblemático, pois sua história está ligada pessoalmente ao próprio fundador da Congregação Salesiana. Acredito que foi o primeiro educandário no mundo com o nome Dom Bosco, pois o fundador da Congregação Salesiana morreu em 31 de janeiro de 1888 e, em vida, não permitiria usasse seu nome para tal tipo de homenagem. Em 1883, o conde D’Eu, marido da princesa Isabel, genro de dom Pedro II, encontrou-se com dom Bosco em Paris e, em nome do sogro, lhe fez o convite de enviar ao Brasil os salesianos. Garantiu-lhe o futuro da obra salesiana num país tão promissor, mas carente de escolas.

A vinda dos salesianos para o Brasil se deu com a criação do Colégio Santa Rosa de Niterói, em 1883. Em 1885, foi criado o Liceu Coração de Jesus, em São Paulo. Por pouco não teria sido o colégio de Cachoeira do Campo o pioneiro. O prédio onde funcionou o colégio foi inicialmente o Quartel dos Dragões Del Rey, construído em 1775. Nele trabalhou o alferes Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, por isso pode ser considerado um dos berços da liberdade do Brasil. Naquele mesmo prédio, foi fundado, em 9 de junho de 1775. Este, mais tarde, passou a ser a bicentenária. Ainda se encontra, para ser apreciada, significativa peça: um brasão do mestre Antônio Francisco Lisboa, esculpido em 1779. Em 1854, o Parlamento brasileiro doou à Província de Minas as terras e prédios, como núcleo colonial de Ouro Preto.

Em 1888, o imperador dom Pedro II confirmou a doação das terras e do Quartel dos Dragões Del Rey à Província de Minas Gerais. Em 1889, o regime republicano repetiu a confirmação, como estadual’. Em 1893, em 22 de maio, foi sancionada pelo presidente Afonso Pena a Lei Estadual 43, concedendo as terras, prédios e subvenção de 30 contos de réis aos salesianos. Em 1895, o colégio já estava pronto para receber o fundador, o bispo salesiano dom Luiz Lasagna, quando se soube da trágica morte do ilustre prelado em Juiz de Fora, num encontro de trens, na estação de Mariano Procópio, em 6 de novembro de 1895. Somente em 24 de maio de 1896 deu-se a inauguração oficial da escola agrícola, como Escola Dom Bosco, dirigida pelo padre Carlos Peretto. Já nas primeiras décadas do século 20, o educandário passou a chamar-se Colégio Dom Bosco”.

Admira-me e até me causa revolta a coragem dos salesianos. Tendo recebido de graça todo aquele patrimônio, agora por causa do vil metal, num passe de mágica, apagam todo um passado histórico como o do Colégio Dom Bosco. Fica o meu apelo às promotorias públicas Federal e Estadual e à Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Minas Gerais para que, urgentemente, ajam no sentido de anular todos os atos de venda do Colégio Dom Bosco e adjacências, em Cachoeira do Campo.

AÉCIO CARA DE PAU

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Boa anotação do amigo Luis Carlos, que acompanha de pertinho a política mineira:

Na FSP, hoje:

"Ainda assim, Aécio disse à Folha que pretende mobilizar a oposição e a própria base dilmista para tentar derrubar o dispositivo que reajusta o mínimo por decreto. A oposição estuda apresentar uma Adin (Ação Direta de Inconstitucionalidade) ao STF (Supremo Tribunal Federal) questionando o artigo da proposta. 'É fundamental que envolvamos o Supremo nessa discussão, que é crucial para a independência do Parlamento', disse o tucano."
CARA DE PAU: "independência do parlamento"? Quando ele foi presidente da Câmara dos Deputados, não havia independência alguma. Como governador, durante 8 anos anos ele levou sua base aliada na ALMG à nulidade completa; restringiu o MP estadual, o TCE, o TJ, a imprensa, os "pesquisadores" e "acadêmicos" de diversas instituições... . Seu preposto no governo de Minas edita leis (400 dispositivos) sem qualquer discussão no "parlamento independente" chamado ALMG. Enfim, que seja dado o troféu "Óleo de Peroba" para o tucano.
Sds
Luis

ANASTASIA COMEÇA MAL SEU GOVERNO

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Anastasia começa mal seu governo: lei delegada, mais de 1.300 novos cargos comissionados e descaso com as vitimas das chuvas

O governador Anastasia assinou na última semana a Lei delegada 182 que determina a criação de 1.314 cargos comissionados no Estado. Isso significa um impacto anual na folha de R$ 54 milhões, segundo informou a própria secretária de Planejamento do Estado, Renata Vilhena. Essa é uma das quatro leis delegadas já editadas pelo governador. Mais uma vez, os tucanos no poder em Minas Gerais se utilizam do resquício do regime militar chamado de Lei Delegada para governar do jeito que sabem: muito poder e dinheiro concentrado nas mãos do governo, imprensa calada e a sociedade muda.

A Lei Delegada é enviada pelo governador à Assembleia Legislativa de forma que, se aprovada, os deputados estaduais abrem mão da sua função de fazer e editar leis para que ele crie leis sem ser impedido. Assim, do alto da sua prática antidemocrática, Anastasia pode promulgar e editar leis como bem quiser. Mas essa não é uma atitude isolada do governador, esse é o modo tucano de agir em Minas Gerais. O ex-governador Aécio Neves em seus dois mandatos implementou a Lei Delegada e editou mais de 130 leis, governando como bem quis.

Para a surpresa desagradável da oposição, o governador Anastasia já promulgou quatro novas leis delegadas que novamente modificam o aparato do Estado. A bancada do PT votou contra e está trabalhando para que essas leis sejam revogadas com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) contra o projeto de resolução do Executivo. “Eles modificaram a máquina administrativa do Estado em desfavor dos servidores públicos que foram muito prejudicados. Hoje nós temos servidores que valem mais que o outro. Aqueles que são apadrinhados pelo governador tucano ganham mais e trabalham menos do que aqueles que não são”, afirmou o deputado líder da bancada do PT, Rogério Correia.

Dentre as novas leis promulgadas, Anastasia cria um Escritório de Prioridades Estratégicas ligado diretamente ao seu gabinete. “Com esse escritório ele cria um Estado paralelo com toda a estrutura que já existe no Estado, o que nos faz pensar que faz parte do plano tucano de transformar Aécio Neves em presidente do Brasil, usando mais uma vez o dinheiro público e o aparato do Estado”, disse Rogério. Com relação à função do novo escritório, o líder do PT afirma que não passa de um espaço para apadrinhar mais tucanos dentro da máquina. “Queremos saber o que esse escritório vai discutir, além de fazer política por politicagem e guardar lá seus apadrinhados; vai ficar discutindo o que é prioridade, e não é estratégia, e o que é estratégia e não é prioridade. Essa é uma boa questão para o professor Anastasia; às vezes ele nos responde isso do banco da universidade”, ironizou o deputado.

De acordo com a lei, o governador só pode editar e criar novas leis delegadas até o dia 31 de janeiro, porém, com alguns ganchos, não é assim que funciona: dentro das leis ele coloca adendos que podem ser modificados durante os quatro anos de governo. “Parece que para os tucanos o céu é o limite. Ele coloca nas leis artigos dizendo que ele poderá fazer decretos-leis para aperfeiçoar aquilo que ele já modificou. Ou seja, ele vai continuar governando de forma ditatorial sem a Assembleia Legislativa”, alerta o líder da bancada. Rogério disse que lembra a ditadura militar o que o chefe do Executivo está fazendo em Minas. “Ficamos preocupados. Já são quatro leis, a ditadura militar fez quatro atos institucionais, o quinto foi o que fechou o Brasil. Nós estamos com medo do “AI 5” do Anastasia fechar a Assembleia Legislativa. A base dele não está preocupada com isso, mas nós que gostamos da democracia estamos muito preocupados”, alerta Correia.

Para salvar e ajudar as vitimas das chuvas no norte de Minas, o governador não se preocupou em editar ou criar leis, pelo contrário, só ofereceu R$ 3 milhões de ajuda do Estado e foi pedir mais R$ 70 milhões para a presidenta Dilma. “Se o governador utilizasse os 54 milhões que vão para os novos cargos comissionados, ele sanaria os problemas das enchentes, mas além de criar novas leis ele não presta esclarecimentos dos gastos”, disse o deputado.

O PTMG irá fazer uma serie de matérias sobre as novas leis delegadas do governo tucano. Fique atento com o que o professor Anastasia está fazendo em Minas Gerais.

clip da mineiridade

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Encontro do PT Minas surpreende pela grande participação

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Realmente o Encontro Estadual do PT surpreendeu pelo bom debate e o alto nível de participação. Depois de tanto vai e volta, enfim o Partido pôse se encontrar. Ficou claro que o Patrus é querido por todos para que seja o Vice-Governador. Ele sinalizou que esta semana define. Ficou garantido também que o PT indicará o primeiro suplente de Fernando Pimentel ao Senado. O nome será escolhido no Diretório. Indicações devem ser feitas até o dia da reunião do Diretório, que será dia 27, e, em seguida a Convenção oficial.
Assim, a possibilidade da eleição de Hélio Costa/Patrus e Pimentel ao Senado é muito grande. Para garantir, basta boas agendas com Lula. Assim Dilma terá uma bela vitória em Minas também!

Sobre a biografia de Hélio Costa

Por Chico Simões*,

Fantasias, fontes sigilosas, futuro do pretérito e etc., assombram as redações.

Agora, querendo intrigar o PT e, especificamente, Patrus Ananias, com Lula, Dilma e com o PMDB, setores da imprensa criaram uma “forte” resistência a que Patrus fosse vice de Hélio.

Um dos motivos seria o pedante argumento de que Patrus entraria como vice, apenas para “lavar” a biografia do senador. Esse argumento grosseiro é um desrespeito ao presidente Lula, que teve Hélio Costa em seu ministério por 7 anos e quatro meses!

Posso afirmar com toda a certeza: a maioria que apoiou Patrus nas prévias petistas apóia sua integração na campanha, como vice de Hélio.

Ademais, biografias não são “laváveis”. E de assepsia eu entendo.

Mas não é sobre isso que escrevo agora. A questão é outra.

Como prefeito, sei que qualquer figura pública, investida em cargo eletivo ou não, está sujeita a processos e condenações (justos ou não). Há casos de ex-presidentes, ex-governadores, ex-prefeitos e ex-parlamentares, enfrentando processos há mais de dez anos. A regra é que acusações formais, processos e condenações assombrem gestores públicos.

Pois bem, voltando à biografia de Hélio Costa: fui verificar as tais “manchas”. Fui aos sites dos tribunais superiores (STF, STJ, TSE), nas respectivas instâncias regionais, no TCU e TCE, na CGU. Fui ao Google. Consultei experientes parlamentares. Perguntei a advogados. Assuntei, informalmente, o ministério público. Indaguei a adversários políticos. NADA. Portanto, salvo engano, as “manchas” não estão no plano jurídico.

Estariam no terreno político?

Perguntemos ao DIAP. Perguntemos a Lula, que o manteve nos dois governos que preside. Hélio não é petista, socialista ou marxista. Mas esses são critérios para alianças? A propósito, Pimentel ou Patrus, se candidatos, iriam querer seu apoio. Com as diferenças e biografias reais.

Busquemos na memória: à esquerda, nutríamos por ele uma antipatia por ter sido repórter da rede Globo. Convenhamos, as resistências à Globo se mantêm. Mas a quem nela trabalha ou trabalhou, a priori, não.

À direita, nutre-se um desprezo a ele por razões de classe: filho de gente simples, que desafiou a oligarquia imperial de Barbacena e que depois resolveu “furar a fila” das elites mineiras e “peitar” garcias, azeredos e neves... isso é demais para as “elites cheirosas”.

Nós, que sonhamos com um candidato petista em 2010, acordamos com uma candidatura do PMDB, que é fruto de um acordo condicionado nacionalmente. Mas, de uma coisa temos certeza. Se tal acordo não é o do sonho anterior, o pesadelo tem nome: Anastasia. É preciso viver a realidade, sem cultivar preconceitos. Hélio integra o projeto que busca evitar a volta dos tucanos ao Planalto e construir um novo rumo para Minas. Isso não é pouco.

“Lavar biografias”... que bobagem!



* Chico Simões é membro do Diretório Estadual do PT e Prefeito de Coronel Fabriciano - MG. Pertente à Corrente Interna Coerência Petista.

Agora o mais importante é o projeto. Não viemos para continuar o Aecismo

terça-feira, 8 de junho de 2010

por Gleber Naime

A desistência de Fernando Pimentel em concorrer ao governo de Minas, como anunciado ontem, deixa um forte sentimento de traição na militância que participou das prévias e queria uma candidatura própria do PT. “Se era para renunciar, por que disputou?”, é a pergunta que não se cala.

À parte esse sentimento, é preciso compreender que o processo em Minas demorou por demais. A divisão que se estabeleceu no PT após a entrega da Prefeitura de Belo Horizonte em 2008, que explicitou uma política de aproximação com o PSDB, ainda não foi resolvida. No PED, quase conseguimos vencer. Mas o PT continuou dividido bem ao meio. Nas prévias, a mesma coisa: nenhuma opinião foi amplamente majoritária. Isso explica a dificuldade da direção estadual em dar rumo claro às questões que lhe são colocadas.

Mas, se a prioridade é elegermos a companheira Dilma e darmos continuidade aos avanços obtidos no governo do presidente Lula, precisamos avançar em Minas em um ponto que sempre nos uniu: a discussão de um Programa Democrático-Popular para o Estado.

É fato que não queremos continuar com o governo de Aécio. Para isso já tem o Anastasia! Na impossibilidade do candidato petista, o palanque com o PMDB/PT deve estabelecer o rumo que queremos dar para Minas e é isso que deve pautar nossa atuação nesse momento.

O PT deve ocupar espaços, debater e apresentar um Programa que sintonize Minas com o Brasil; que se alinhe programaticamente, e nas ações, ao Governo Federal; que promova mais igualdade social e regional, que implante políticas públicas inclusivas, de afirmação da cidadania e de superação da pobreza.

Ao mesmo tempo, PMDB e PT devem construir uma aliança de centro-esquerda em Minas que dialogue abertamente com os servidores públicos e com os movimentos sociais e implemente uma política mais aberta, participativa e democrática no Estado.

Desse modo, a candidatura de Hélio Costa (PMDB) ao governo, com o apoio do PT, terá nitidez programática e compromissos sociais claros. A aliança será traduzida em conteúdos, ações, projeto. É isso que a militância do PT, do PC do B, e a força do PMDB e de demais partidos da base precisam construir.

É possível, sim, ganharmos o governo de Minas e iniciarmos as mudanças necessárias no nosso Estado. Para isso, é preciso pôr fim à encenação e começar a jogar! Agora são dois times no Brasil e em Minas. De um lado, Hélio e Dilma, de outro, Anastasia e Serra. A campanha tem tudo para ser vitoriosa, se bem conduzida e rompendo com a confusão estabelecida na disputa de BH em 2008, que só fortaleceu os adversários tucanos e neoliberais mineiros. Vamos à luta!

Os números da Cemig que Aécio esconde

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Os investimentos nas redes e instalações foram cortados, agências fechadas e, mais de 1.561 postos de trabalho eliminados.

O choque de gestão, tão alardeado pelos tucanos em toda minas gerais, não passa de um sucateamento do estado e precarização das condições de trabalho dos servidores.

Desde a posse de Aécio em 2003:

- O tempo médio de falta de energia por consumidor aumentou 27%;
- Cemig fechou 1561 dos postos de trabalho;
- Morte de 59 trabalhadores vítimas de acidentes na Cemig, 51 eram terceirizados;
- A justiça condenou a Cemig a pagar mais de R$ 12,5 milhões em ações judiciais por práticas antissindicais (perseguição aos trabalhadores e ao sindicato);
- O governo mineiro cobra o ICMS de 30% na conta de luz do consumidor residencial, o mais alto do país. Enquanto o ICMS para bebidas alcoólicas é de apenas 12%;
- Nos últimos sete anos não houve investimentos da Cemig em usinas no Estado. O Governo Federal, por meio de Furnas, é que está construindo cinco usinas em Minas.

Ato em Pouso Alegre

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Acontece hoje em Pouso Alegre um ato em apoio à nossa candidatura à presidência do PT de Minas. O ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias, pré-candidato pelo PT ao governo de Minas, estará presente.

O Encontro Regional do PT com Patrus começa a partir das 17h, no Sindicato dos Calçados, à Rua Cel.José Inácio, 78, próximo à Rádio Difusora..

O deputado federal Odair Cunha e o prefeito do PT, de Pouso Alegre, Agnaldo Perugini, recebem Patrus e lideranças regionais, estaduais, além de prefeitos e vereadores da região.

Também será lançado a Chapa 485, O Partido que muda Minas e o Brasil, que disputa o diretório estadual do PT em Minas.

Infelizmente não poderei participar do encontro, pois estarei em Governador Valadares para participar do primeiro debate entre candidatos a presidente do PT/MG.


“Patrus é a candidatura que tem maior capacidade de unificação do PT”.

sábado, 5 de setembro de 2009

Entrevista

Gleber Naime

O site do deputado André Quintão ouviu o candidato a presidente do PT Minas, Gleber Naime, que lançará sua candidatura no dia 10 de setembro, em Belo Horizonte.
Na entrevista, fala dos compromissos que assume e defende Patrus Ananias para a disputa ao Governo de Minas. As eleições acontecem no dia 22 de novembro em todo o País.
Para a presidência do PT Nacional, Zé Eduardo DUTRA é o candidato que tem o apoio da maioria do Diretório Nacional do PT e da tendência interna do partido “Articulação”.


P: Qual a importância deste Processo de Eleições Diretas (PED) ?

Gleber: O PED é um processo muito democrático que o PT instituiu e que garante um momento de ampla participação dos filiados na renovação das suas direções. Ele possibilita, nesta oportunidade, que o partido discuta todas as suas questões, faça um balanço, avalie suas formas de funcionamento. Nesse sentido, nós teremos em novembro a chance de realizar esse debate e assim fortalecer o partido para as eleições de 2010, para a candidatura da Dilma e continuidade do projeto do Governo Lula.

P. Qual o sentido da sua candidatura?

Gleber: Em Minas, é a oportunidade de dar uma arrumada na casa, voltar a organizar o partido no Estado, que está muito abandonado, e preparar o PT para o desafio de 2010. Considero que falta presença da direção estadual de Minas no Estado, falta apoio às regionais do partido, aos diretórios municipais, à formação política. Queremos voltar a organizar o partido, garantir a circulação de informações sobre o partido em todo o Estado, para que ele possa ter uma presença mais viva na política mineira. Havendo mais informações, mais transparência, mais formação política, poderemos fortalecer os diretórios municipais e, com isso, dar uma atenção especial aos filiados do PT.

P:Quais são os compromissos que você assume como candidato?

Gleber: Fazer chegar aos filiados as informações sobre a vida partidária, reorganizar o partido no Estado, promover a formação política. Acho que hoje – e eu circulo muito no interior de Minas – os filiados do PT querem participar mais das decisões partidárias e não têm encontrado espaço para isso. Queremos fortalecer os laços do PT, o sentido de pertencimento que os filiados têm a uma instituição tão importante na vida do País e na democracia. Com tudo isso, podemos sedimentar o êxito do PT nas eleições de 2010, possibilitar que o partido concorra com candidatura própria ao Governo de Minas e que contribua para o resultado nacional. O sucesso das eleições de 2010 passará pela participação de Minas Gerais e o PT precisa estar revigorado, unificado. Então, tenho como compromissos elevar o nível de participação da militância no processo de decisão partidária e viabilizar a candidatura do ministro Patrus Ananias ao Governo de Minas a partir da ampla participação dos petistas. Eu entendo que a candidatura de Patrus é a que tem maior capacidade de unificação do PT.

P:Por que a candidatura Patrus poderá unificar o PT?

Gleber: O Patrus tem uma trajetória de muita coerência política, de identidade política com os movimentos sociais e com a própria historia do PT. O Patrus simboliza de maneira muito nítida em Minas o sucesso das políticas sociais e do governo Lula. P.Você fala em unificação, mas temos cinco candidaturas à direção estadual. Por que isso?Gleber:O PT é um partido plural e democrático. Como você tem eleição direta para as direções, é natural haver várias chapas e várias candidaturas à presidência dos diretórios. Após os resultados do PED, o partido estará mais preparado e unificado para enfrentar os desafios das eleições exatamente porque teve mais debate. A unidade é fruto do debate verdadeiro dentro do PT de Minas.

P:O que você pensa da possibilidade de haver prévias em Minas?

Gleber: As prévias são um instrumento democrático, instituído no PT para que, havendo mais de uma candidatura, a decisão possa ser tomada pelos próprios filiados. No momento em que o PT está disputando a presidência da República, a continuidade do projeto do Governo Lula para o país, o ideal é que o partido consiga construir, ao longo do processo, entendimentos políticos que nos possibilitem gastar nossas energias na elaboração do programa de governo para Minas, na construção das alianças partidárias e no apoio à candidatura nacional, em vez de colocar nossas energias para a decisão de quem será o candidato em Minas. Mas, não sendo possível essa construção, as prévias constituem o melhor instrumento, o mais democrático.

P:O PED ganha então maior importância para esses entendimentos?

Gleber: Na situação que nós vivemos em Minas, com mais de uma candidatura, o ideal é que conseguíssemos construir uma maioria em torno da nossa candidatura à direção estadual no PED. Se nós construirmos esta maioria que apoia a candidatura do Patrus e vencermos o PED, isso facilitará os entendimentos, a unidade do PT.

P: São grandes as chances de êxito do PT na disputa pelo Governo do Estado?

Gleber:O PT é um partido grande em Minas, que sempre disputou as eleições estaduais desde 1982, sempre apresentou à sociedade mineira um projeto alternativo de governo. Agora, após completar oito anos em que governa o Brasil – e o PT de Minas está contribuindo com esse projeto nacional com os ministros Luiz Dulci e Patrus Ananias - o partido se encontra ainda mais preparado para governar Minas, para realizar as grandes transformações que o Governo Lula empreendeu no País. O partido apresenta uma alternativa concreta, dando segurança aos mineiros de que governará com efetiva participação social.

CNI/Ibope também mostra que governo Lula e candidatura Dilma estão em alta

terça-feira, 9 de junho de 2009

***Esta é a terceira pesquisa que confirma a do PT/Vox realizada no início de maio. É esta a razão da desorientação e a perda de compostura da oposição no Senado. Os demo-tucanos estão desesperados:
O governo bem avaliado, conduzindo de forma brilhante o enfrentamento da crise, a Ministra Dilma ultrapassando Aécio e Ciro e cada vez mais perto de Serra!
Tudo indica que em 2010 o povo não terá motivo para mudar de rumo. Confira os dados.


A aprovação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva é de 80% de acordo com a pesquisa CNI/Ibope, divulgada nesta terça-feira (9). Para 68% dos entrevistados o governo Lula é ótimo e bom. São 76% os brasileiros que confiam no presidente, segundo a pesquisa. O nível de aprovação ao presidente se recupera depois de cair para 78% em março e retorna aos mesmo 80% registrados em setembro de 2008, antes do estouro da crise financeira internacional. Em dezembro do ano passado, Lula alcançou a sua maior aprovação na série da pesquisa Ibope, com aprovação de 84%. A desaprovação ao presidente em junho deste ano é de 16%, enquanto 4% não opinaram. Na avaliação do governo, os números também retornaram ao cenário pré-crise. Os 68% de ótimo e bom superam os 64% registrados em março, mas estão ainda abaixo dos 73% registrados em dezembro do ano passado. Na pesquisa atual, 24% consideram o governo regular e apenas 8% avaliam a administração como ruim ou péssimo. O índice de confiança no presidente seguiu os mesmos gráficos das outras questões. Na pesquisa atual, 76% disseram confiar no presidente, enquanto 21% não confiam. Os outros 3% não opinaram. O índice de confiança é menor apenas do que os registrados em dezembro do ano passado e em março de 2003, logo após a posse no primeiro mandato. A pesquisa foi realizada de 29 de maio a 1 de junho com 2.002 entrevistados em 143 municípios. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. Corrida presidencial
Nos prováveis cenários eleitorais para 2010, os índices de intenção de voto são parecidos com os dos demais levantamentos divulgados recentemente. Eles mostram o crescimento do nome da ministra Dilma Rousseff (PT) na preferência do eleitorado.
No cenário principal, Dilma tem 18%, contra 38% para José Serra (PSDB), 12% para Ciro Gomes (PSB) e 7% para Heloísa Helena (Psol).
Quando o candidato tucano é Aécio Neves, Ciro e Dilma ficam tecnicamente empatados no primeiro lugar, com 22% e 21% respectivamente. Aécio e Heloísa ficam com 12% e 11%.

Aécio é dissimulado e cínico - puro DNA tucano

quinta-feira, 4 de junho de 2009

"Jamais se viu tamanho aparelhamento da máquina pública por um partido em desfavorecimento da população". Esse é o bordão do governador de Minas ao se referir ao governo do presidente Lula. Tem como objetivo escamotear o seu verdadeiro propósito, que é o de voltar a implantar no país as políticas neo liberais dos tucanos, cortando os investimentos sociais, precarizando o serviço público e privatizando nosso patrimônio.
Aécio é dissimulado, não fala o que pensa e usa de retórica carregada de preconceito para despistar seus propósitos.
Seu ataque sôa muito mal, diante dos excelentes resultados do governo Lula em favor da população brasileira. Essa história de aparelhamento não pega, simplesmente porque não existe. O PT é o partido que está ajudando o Brasil a vencer os obstáculos criados pelo partido dele, o mesmo PSDB de Yeda Crusius, ao desenvolvimento e à distribuição de renda.
O povo está apoiando as políticas implantadas pelo governo Lula, do PT.
Procura outro argumento, governador.

Articulação escolhe Gleber como candidato a Presidente do PT Minas

segunda-feira, 1 de junho de 2009


O Encontro Estadual da Articulação PT Minas decidiu lançar candidatura a presidência estadual do partido e escolheu o atual secretário Nacional de Comunicação do PT, Gleber Naime, como candidato para disputar o PED - processo de eleição direta do partido.
Gleber foi vereador por dois mandatos em João Monlevade e secretário de governo. Ele foi tesoureiro do PT estadual e diversos mandatos no Diretório Estadual mineiro. É membro do Diretório e da Executiva Nacional desde 2003.
A Articulação lançará chapa estadual, apoiará Gilberto Carvalho à presidência nacional do PT e vai compor a chapa nacional com a CNB - Construindo um Novo Brasil, tendência nacional da Articulação Minas.
O Encontro Estadual da Articulação PT Minas contou com a participação de mais de 600 petistas de todo o estado. Mais notícias entre no blog articulacaoptminas.blogspot.com

Opinião sobre temas relacionados à Minas Gerais

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Ainda não existe nenhuma opinião publicada sobre um tema mineiro.